O Curanto, que eu tive a sorte de presenciar e registrar, é muito mais que um churrasco. É uma tradição centenária dos povos originários da Patagônia, um símbolo de encontro e hospitalidade. O preparo é único: abre-se um buraco no chão, pedras são aquecidas até ficarem incandescentes e, sobre elas, são dispostas carnes, embutidos, frangos, batatas… Tudo isso é coberto com folhas e terra, cozinhando lentamente no calor das pedras. Mas mais do que comida, o Curanto é celebração. Famílias e visitantes se reúnem ao redor do fogo, compartilham histórias e fortalecem laços. Depois de aquecer as pedras no buraco e montar as camadas de carnes, legumes e folhas, tudo é coberto com terra e deixado no tempo certo, como um segredo sendo cozinhado. Enquanto isso, a roda se forma, o mate circula, as conversas correm soltas. Quando se abre a terra e o vapor sobe, é um aplauso coletivo. A comida é repartida, sem pressa, como um gesto de amizade, confiança e confraternização!
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