Antônio Prado, na Serra Gaúcha, é um dos símbolos mais fortes da imigração italiana no Brasil. Fundada em 1886, foi a sexta e última colônia oficial da imigração italiana no Rio Grande do Sul, e guarda até hoje um conjunto arquitetônico único, com 48 casas tombadas pelo IPHAN. O maior acervo da imigração italiana no país. Parte dessa preservação aconteceu porque a BR-116 desviou o fluxo comercial. E isso, sem querer, salvou o centro histórico. Essas ruas autênticas chamaram a atenção do cinema: em 1995, O Quatrilho usou a cidade como cenário, representando a antiga Caxias do Sul e outras cidades da serra. Recentemente, a cidade foi reconhecida pela ONU Turismo como uma das melhores vilas turísticas do mundo, um prêmio que valoriza justamente esse cuidado com a cultura e a identidade local. Pra mim, porém, Antônio Prado é mais do que história e patrimônio. Foi palco da minha própria história: morei ali seis anos e foi lá que nasceram meus dois primeiros filhos, o Daniel e a Débora. Cada lembrança que revejo nessas fotos tem um valor imenso
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